sábado, 15 de novembro de 2014

Um mundo melhor através da educação


A com esse olhar que o mineiro Flávio Tófani fundou um projeto social, que já levou palestras, oficinas gratuitas e capacitação profissional para mais de 50 mil pessoas


Gustavo Andrade/Odin
O "tio" surgiu dentro da sala de aula, há mais de duas décadas. Desde então, Flávio Tófani, de 41 anos, vem utilizando o apelido carinhoso como marca. Em 2010, ele resolveu batizar de Tio Flávio Cultural* o projeto social que criou. Professor e coordenador de programas de pós-graduação, Tófani queria levar o conhecimentotambém para quem não frequenta as universidades. 

Começou montando ciclos de palestras gratuitas com nomes como o psicólogo Osvaldo Argollo e a consultora em design Lígia Fascioni, que mora em Berlim. "Desde o início, o que faço é articular, colocar frente a frente quem pode ajudar e quem precisa ser ajudado." Foi assim quando convidou o palestrante motivacional William Caldas para falar sobre vendas para as atendentes de telemarketing do projeto assistencial Novo Céu, no Jardim Laguna. O trabalho das moças é fundamental para que a ONG, onde vivem 65 crianças e adultos portadores de paralisia cerebral, consiga doações. A Novo Céu é apenas uma das várias instituições beneficentes da região metropolitana cujo trabalho é desenvolvido com a contribuição do projeto Tio Flávio.

Outra frente de trabalho são os cursos gratuitos de qualificação profissional para adolescentes que participam de programas como o Jovem Aprendiz, o Plug Minas e o Rede Cidadã. "São tantas ações que fica até difícil contar", diz, orgulhoso, Tófani. "Não consigo ver uma saída para um mundo melhor que não seja através da educação."

Sempre em busca de novos desafios, tio Flávio está agora envolvido com ações dentro de quinze presídios mineiros, em parceria com a Associação de Proteção e Amparo ao Condenado (Apac). "Minha função é fazer com que esses homens e mulheres condenados pela Justiça possam trabalhar dignamente quando voltarem à liberdade", afirma ele. 

Além de palestras, o professor oferece cursos e oficinas aos detentos. Toda segunda-feira, por exemplo, os chefs Américo Piacenza e Jaime Solares dão aulas de culinária na Apac, de Nova Lima. "O mais bacana é começar um projeto e ver outras pessoas abraçando a causa."
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